segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Proporção áurea

A proporção áurea ou número de ouro ou número áureo ou ainda proporção dourada é uma constante real algébrica irracional denotada pela letra grega \varphi (phi) e com o valor arredondado a três casas decimais de 1,618.
É freqüente a sua utilização em pinturas renascentistas, como as do mestre Giotto. Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi (não confundir com o número Pi π), como é chamado o número de ouro, pode ser encontrado na proporção em conchas (o nautilus, por exemplo), seres humanos (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo), até na relação dos machos e fêmeas de qualquer colméia do mundo, e em inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento.
Justamente por estar envolvido no crescimento, este número se torna tão freqüente. E justamente por haver essa freqüência, o número de ouro ganhou um status de "quase mágico", sendo alvo de pesquisadores, artistas e escritores. Apesar desse status, o número de ouro é apenas o que é devido aos contextos em que está inserido: está envolvido em crescimentos biológicos, por exemplo. O fato de ser encontrado através de desenvolvimento matemático é que o torna fascinante.

Seqüência de Fibonacci

Como é um número extraído da seqüência de Fibonacci, o número áureo representa diretamente uma constante de crescimento.

O número áureo é aproximado pela divisão do enésimo termo da Série de Fibonacci (1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,..., na qual cada número é a soma dos dois números imediatamente anteriores na própria série) pelo termo anterior. Essa divisão converge para o número áureo conforme tomamos n cada vez maior.






Representação da seqüência de Fibonacci na Molle Antonelliana em Turim, Itália.

(Clique para ampliar)










Proporção áurea na natureza

Por que esse número é tão apreciado por artistas, arquitetos, projetistas e músicos? Porque a proporção áurea, como o nome sugere, está presente na natureza, no corpo humano e no universo.
Este número, assim como outros, por exemplo o Pi, estão presentes no mundo por uma razão matemática existente na natureza.
Essa seqüência aparece na natureza, no DNA, no comportamento da refração da luz, dos átomos, nas vibrações sonoras, no crescimento das plantas, nas espirais das galáxias, dos marfins de elefantes, nas ondas no oceano, furacões, etc.

Figuras geométricas

Um decágono regular, inscrito numa circunferência, tem os lados em relação dourada com o raio da circunferência.
Um pentagrama regular é obtido traçando-se as diagonais de um pentágono regular. O pentágono menor, formado pelas interseções das diagonais, também está em proporção com o pentágono maior, de onde se originou o pentagrama. A razão entre as medidas dos lados dos dois pentágonos é igual ao quadrado da razão áurea. A razão entre as medidas das áreas dos dois pentágonos é igual a quarta potência da razão áurea.
Quando Pitágoras descobriu que as proporções no pentagrama eram a proporção áurea, tornou esse símbolo estrelado como a representação da Irmandade Pitagórica. Esse era um dos motivos que levava Pitágoras a dizer que "tudo é número", ou seja, que a natureza segue padrões matemáticos.

Vegetais

  1. Semente de girassol – A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais de sementes de um girassol é a razão áurea.
  2. Achillea ptarmica – Razão do crescimento de seus galhos.
  3. Folhas das Árvores – A proporção em que diminuem as folhas de uma árvore à medida que subimos de altura.

Animais

  1. População de abelhas – A proporção entre abelhas fêmeas e machos em qualquer colméia.
  2. Concha do caramujo Nautilus – A proporção em que cresce o raio do interior da concha desta espécie de caramujo. Este molusco bombeia gás para dentro de sua concha repleta de câmaras para poder regular a profundidade de sua flutuação. Obs.: até hoje não se encontrou nenhum caramujo Nautilus que comprove essa afirmação amplamente difundida!
  3. Outros – \varphi estão também nas escamas de peixes, presas de elefantes, crescimento de plantas.

Corpo humano

  • A altura do corpo humano e a medida do umbigo até o chão.
  • A altura do crânio e a medida da mandíbula até o alto da cabeça.
  • A medida da cintura até a cabeça e o tamanho do tórax.
  • A medida do ombro à ponta do dedo e a medida do cotovelo à ponta do dedo.
  • O tamanho dos dedos e a medida da dobra central até a ponta.
  • A medida da dobra central até a ponta dividido e da segunda dobra até a ponta.
  • A medida do seu quadril ao chão e a medida do seu joelho até ao chão.

Arte

A proporção áurea foi muito usada na arte, em obras como O Nascimento de Vênus, quadro de Botticelli, em que Afrodite está na proporção áurea. Essa proporção estaria ali aplicada pelo motivo de o autor representar a perfeição da beleza. Em O Sacramento da Última Ceia, de Salvador Dalí, as dimensões do quadro (aproximadamente 270 cm × 167 cm) estão numa Razão Áurea entre si. Na história da arte renascentista, a perfeição da beleza em quadros foi bastante explorada com base nessa constante. Vários pintores e escultores lançaram mão das possibilidades que a proporção lhes dava para retratar a realidade com mais perfeição.
A Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, utiliza o número áureo nas relações entre seu tronco e cabeça, e também entre os elementos do rosto.

Literatura

Na literatura, o número de ouro encontra sua aplicação mais notável no poema épico grego Ilíada, de Homero, que narra os acontecimentos dos últimos dias da Guerra de Tróia. Quem o ler notará que a proporção entre as estrofes maiores e as menores dá um número próximo a 1,618, o número de ouro.
Luís de Camões na sua obra Os Lusíadas, colocou a chegada à Índia no ponto que divide a obra na razão de ouro.
Virgílio em sua obra Eneida, construiu a razão áurea com as estrofes maiores e menores.

Construções

Os egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides. Por exemplo, cada bloco da pirâmide era 1,618 vezes maior que o bloco do nível logo acima. As câmaras no interior das pirâmides também seguiam essa proporção, de forma que os comprimentos das salas são 1,618 vezes maiores que as larguras.

Música

O número de ouro está presente nas famosas sinfonias Sinfonia n.º 5 e a Sinfonia n.º 9, de Ludwig van Beethoven, e em outras diversas obras. Outro fato interessante registrado na Revista Batera, em um artigo sobre o baterista de jazz Max Roach, é que, em seus solos curtos, aparece tal número, se considerarmos as relações que aparecem entre tempos de bumbo e caixa.

Objetos atuais

Atualmente, essa proporção ainda é muito usada. Ao padronizar internacionalmente algumas medidas usadas em nosso dia-a-dia, os projetistas procuraram "respeitar" a proporção divina. A razão entre o comprimento e a largura de um cartão de crédito, alguns livros, jornais, uma foto revelada, entre outros.

Efeitos

Algumas das correntes místicas acreditam que objetos cujas dimensões sejam relacionadas a \varphi se harmonizam com a glândula pineal, o que provocaria ou estimularia uma sensação de beleza e harmonia no ser humano.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Números áureos



Entendeu? Uma explicaçao melhor?

domingo, 29 de novembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

Vestibular UFC

Foi realizado neste domingo, 15/11/2009, dia da República, o vestibular seletivo para a Universidade Federal do Ceará. Quarenta e quatro mil, cento e quarenta e seis (44.146) inscritos disputam cinco mil quinhentos e vinte e quatro (5.524) vagas disponibilizadas pela Universidade no ano de 2010, distribuídas por 90 cursos de graduação na capital cearense e no interior. Neste ano, foram mil e vinte (1.020) vagas a mais do que no ano passado.
As novidades deste ano são os 19 novos cursos, entre eles estão Biotecnologia, Engenharia Ambiental, Engenharia de Energias Renováveis, Engenharia de Petróleo, Engenharia de Software, Gastronomia, e outros.

Com 66 questões objetivas, divididas em Português e Literatura (12), Geografia e Atualidades (8), História (8), Biologia (8), Química (8), Matemática (8), Física (8) e Língua Estrangeira (6), foi aplicada com êxito a prova de primeira fase. Todos aguardam ansiosos pelo resultado da CCV (Comissão Corretora de Vestibulares).

sábado, 7 de novembro de 2009

Saiba qual é a dieta ideal para o pré-vestibulando



Com participação especial!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A origem da energia do universo

Com exceção da energia escura, cuja origem ainda é um mistério, virtualmente toda a energia do universo surge em processos de fusão nuclear. No Sol (Leia mais sobre o Sol aqui) e em outras estrelas, isso ocorre por meio de uma reação em cadeia que se inicia com a fusão de dois prótons, que gera um dêuteron (núcleo do deutério, um isótopo do hidrogênio), um elétron e um neutrino, responsável pela liberação de energia. O dêuteron contém um próton e um nêutron. Portanto, além de liberar energia (por meio do neutrino), essa reação origina o nêutron e o elétron.

Depois, o dêuteron combina-se com outro próton para formar o hélio-3 (composto por dois prótons e um nêutron), que, por sua vez, se junta a outro hélio-3 para formar o hélio-4 (composto por dois prótons e dois nêutrons) e dois prótons. As combinações continuam a ocorrer sucessivamente, até que se formem todos os elementos químicos.

Algumas dessas reações são corriqueiramente reproduzidas em laboratório. Entre todas as possibilidades, a que apresenta maior potencial de aproveitamento energético é a que envolve o dêuteron (D) e o trítio (T), que contém um próton e dois nêutrons. O problema é dominar essa tecnologia de modo que o balanço energético seja positivo em quantidade apreciável. Isto é, a energia gasta para produzir a reação deve ser menor do que a energia liberada.

Em todas essas reações, a energia liberada pode ser calculada a partir da famosa equação de Einstein: E=mc 2 . Por exemplo: a massa do dêuteron é menor do que a soma das massas do próton e do nêutron. Essa massa que “falta” é transformada em energia. Na reação entre o dêuteron e o trítio, a energia liberada é de aproximadamente 17,6 MeV (milhões de elétron-volts). O elétron-volt é a energia adquirida por um elétron quando acelerado por uma diferença de potencial de 1 volt.

A animação mostra a fusão nuclear do deutério (à esquerda) com o trítio (à direita). O processo libera energia de 3,5 MeV associada ao núcleo de hélio e emite um nêutron com energia de 14,1 MeV.

Fusão nuclear em laboratório

Para produzir reações de fusão nuclear, a providência inicial é fazer com que os núcleos fiquem o mais próximo possível uns dos outros e submetê-los a uma alta temperatura. No interior das estrelas, a proximidade é obtida por causa das altas pressões resultantes dos enormes campos gravitacionais ali existentes.

Nos laboratórios terrestres, existem algumas alternativas para manter os núcleos próximos, em temperaturas muito superiores àquela existente no interior do Sol. Entre essas alternativas destacam-se o confinamento magnético e o confinamento inercial, sendo a primeira a que tem despertado o maior interesse da comunidade científica. O confinamento inercial é obtido por meio de feixes de laser superpotentes.


O confinamento magnético é hoje sinônimo de tokamak (abreviatura, do russo: toroidal'naya kamera v magnitnykh katushkakh, que significa câmera toroidal com bobinas magnéticas). Esse equipamento consiste em um toroide metálico, em volta do qual várias bobinas condutoras são dispostas. Nos equipamentos modernos, essas bobinas são confeccionadas com materiais supercondutores, para produzir campos magnéticos mais intensos com menor consumo de energia.
Quando correntes elétricas circulam nessas bobinas, campos magnéticos são produzidos na direção do toroide. Por isso, são conhecidos como campos toroidais. No interior do toroide, uma mistura de deutério e trítio é aquecida até que se transforme
em plasma, formado por íons positivos e elétrons. Se a temperatura for suficientemente alta, maior do que 50 milhões de graus centígrados, é possível que o plasma formado contenha apenas dêuterons, trítons (núcleos de trítio) e elétrons.

Um campo elétrico toroidal, produzido com um transformador, acelera íons e elétrons em sentidos contrários. Se existisse apenas esse campo elétrico, íons e elétrons terminariam por entrar em contato com as paredes do toroide, resfriando o plasma e se afastando da condição que permite a fusão nuclear.

Por isso, uma complexa configuração de campos magnéticos, sendo o campo toroidal já mencionado o mais importante, faz com que íons e elétrons sigam trajetórias helicoidais em torno do eixo do toroide. Daí vem a expressão confinamento magnético. O plasma fica confinado em uma pequena região em torno do eixo do toroide. Essas condições tornam possível a fusão nuclear.



Fonte:




sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Mc Donald's é saudável?

Descubra você mesmo!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Cometas e o universo

Entre os planetas e as luas, existem milhares de asteróides e cometas que têm sido catalogados e suas órbitas são calculadas, enquanto milhares de outros permanecem desconhecidos.


Os cometas
Os cometas são pequenas “bolas de neve sujas” formadas por uma mistura de gelo, gases congelados e poeira. Todos estes itens são "restos" de formações do Sistema Solar. Os cometas viajam três vezes mais rápido do que os asteróides e só são visíveis quando estão próximos do Sol. O cometa Haley tem 16 km de comprimento e passa em frente ao Sol a cada 76 anos. Já o cometa Halebopp (à esquerda), de 40 km de comprimento, só passa a cada 4.026 anos. Acredita-se que a metade dos asteróides localizados atualmente perto da Terra sejam cometas mortos.


Meteoros

Duas vezes por semana, aproximadamente, um meteoro do tamanho de uma almofada se precipita sobre a Terra e explode com a força de uma bomba atômica. Felizmente, nossa atmosfera faz com que os meteoros se vaporizem a 8 km do solo. Se um pedaço de meteoro sobreviver e conseguir chegar à superfície, então será chamado de meteorito. Milhões de meteoritos atacam a Terra todos os dias. A maioria deles é do tamanho de um grão de areia, teoricamente, inofensivo.
No entanto, de vez em quando, algum objeto maior entra em contato com esse escudo de proteção natural da Terra – às vezes com efeitos catastróficos. Os cientistas acreditam que uma dessas bolas de fogo ocasionou a extinção dos dinossauros ao colidir com a Terra em Chicxulub, na província de Yucatan, no México, há 65 milhões de anos. Esse meteoro poderia ter tido 8 km de diâmetro.


Os asteróides
A maioria dos asteróides se comporta de forma ordenada, ficando em órbita ao redor do Sol num cinturão de asteróides localizado entre Marte e Júpiter. Alguns escapam de sua órbita e acabam sendo uma ameaça para nós. Acredita-se que os asteróides sejam restos do processo de formação do Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos. Os asteróides são formados por rocha e metal e seus tamanhos podem variar: desde pedrinhas até 934 km de largura.


Fonte: Discovery Channel

sábado, 3 de outubro de 2009

ENEM

"Hoje, no dia 3 de outubro, deveria ter acontecido o Exame Nacional do Ensino Médio, onde mais de 4 milhões de jovens brasileiros se submeteriam ao sistema que daqui a poucos anos dirá quem merece ou não entrar em uma universidade pública.[...]", diz Diego Marques Juaçaba, 17, terceiro-anista cearense, da capital, a respeito do ENEM.

Desde que o Ministério da Educação apresentou uma proposta de reformulação do ENEM e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais, constantes reclamações são feitas por parte dos alunos, que se preparavam há tempos para outra coisa. "A notícia da adoção do ENEM como pré-requisito para ingressarmos nas universidades surpreendeu a todos, inclusive à nós, pré-universitários, que nos preparamos há muito tempo para enfrentar o modelo clássico do vestibular. [...]", diz Amanda de Farias Mundim, 17, pré-universitária cearense.

A proposta da mudança tem como principais objetivos democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio. As universidades possuem autonomia e poderão optar entre quatro possibilidades de utilização do novo exame como processo seletivo:
Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line;
Como primeira fase;
Combinado com o vestibular da instituição;
Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.

Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio tem o objetivo de avaliar o desempenho do estudante ao fim da escolaridade básica. Podem participar do exame alunos que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio em anos anteriores. O ENEM é utilizado como critério de seleção para os estudantes que pretendem concorrer a uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, cerca de 500 universidades já usam o resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando ou substituindo o vestibular.

Porém, como dito anteriormente, a notícia da unificação do ENEM como modo de seleção para universidades gerou revoltas. "Se o ENEM fosse uma avaliação séria, até concordaria, porque facilitaria o ingresso em universidades distantes. Mas como o exame não avalia "direito", não concordo com a utilização da nota da avaliação em instituições como Unifesp ou Ufscar. [...]", afirma Gabriel Augusto Granzotto, 17, pré-universitário do interior paulista.

O objetivo real do ENEM, a ponto de vista de muitos, é uma prova fácil. O motivo disso é que as escolas públicas obtenham um excelênte desempenho, a fim de induzir mentes a concluir que os ensinos fundamental e médio público brasileiro está bom, o que de fato, não acontece, jamais generalizando às instituições públicas. Os alunos mais bem preparados, geralmente de escolas particulares, se destacam, dizendo que a prova estava muito fácil, provando o dito anterior.

De 66 para 180 há uma certa diferença. "O ENEM deixa de ser uma avaliação de conhecimento e passa a ser um teste de resistência física.", conclusão de muitos.

A Fraude

O Ministério da Educação cancelou a prova do ENEM devido a suspeita de que o conteúdo da prova tenha vazado. A possível fraude se deu pela noticia do jornal “O Estado de São Paulo”, que teria tido acesso à prova. O veículo deu a informação após ter sido procurado por pessoas que teria tido acesso à prova por meio de funcionários do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), organizador da avaliação. Um homem tentou vender uma cópia da prova ao jornal por R$ 500 mil.

O Ministério estuda remarcar o exame nos próximos 45 dias. Uma segunda versão da avaliação, que já estaria pronta, pode ser utilizada. Mas a nova data ainda não foi confirmada oficialmente.

A notícia da fraude chocou, no mínimo, 4 milhões de pessoas. "[...] O anúncio da fraude do ENEM surpreendeu muito mais. Foi a prova de que no Brasil a corrupção e a desonestidade comandam o país, os governantes e, por tabela, a população.", adicionou Amanda.
"[...] O adiamento lascou com todo mundo.", diz Gabriel.

O que mais preocupa alguns estudantes cearenses é o fato da prova do ENEM, ainda a ser confirmada a data, coincida com a data da alavaliação de 1ª fase da UFCE (Universidade Federal do Ceará), dita uma das mais conservadoras. O prazo de 45 dias dado no dia 01/10, dá a calcular que será no dia 15/11, dia exato da prova da UFCE.Enquanto isso, aguardamos a nova data de prova.

Diego completa: "[...]Espero que no mais tardar o próximo Ministro da Educação conserte a educação do país sem medo. Na educação não se deve medir custos, pois conhecimento não tem preço.".

Aqui vai um aperitivo do que seria a prova do ENEM 2009

Questão 30
: As imagens seguintes fazem parte de uma campanha do Ministério d a Saúde contra o tabagismo.
O emprego dos recursos verbais e não-verbais nesse gênero textual adota como uma das estratégias persuasivas

(A) evidenciar a inutilidade terapêutica do cigarro.
(B) indicar a utilidade do cigarro como pesticida contra ratos e baratas.
(C) apontar para o descaso do Ministério da Saúde com a pupulação infantil.
(D) mostrar a relação direta entre o uso do cigarro e o aparecimento de problemas no aparelho respiratório.
(E) indicar que os que mais sofrem as consequências do tabagismo são os fumantes ativos, ou seja, aqueles que fazem o uso direto do cigarro.

Linda, não? Ah, por obséquio, marque a letra "D".

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Einstein

sábado, 19 de setembro de 2009

As estrelas

As estrelas são enormes corpos celestes - entidades gasosas com uma variedade de massas, tamanhos e temperaturas. Estima-se que existam 100 bilhões de estrelas no Universo. Há milhares de anos, o homem tem identificado e colocado nomes em constelações estelares.

O Sol é o astro mais próximo da Terra, o único visível durante o dia e parece um grande e redondo disco no céu. As outras estrelas estão tão longe de nós que só cintilam no céu à noite.

Esse brilho é causado pela distância que estão de nós e pelo efeito da atmosfera no nosso planeta.

O Sol é a maior estrela do Sistema Solar e é mais de 1 milhão de vezes maior do que a Terra. É sempre bom lembrar que o Sol é uma estrela de 5 categoria, para causar menos espanto (Leia mais sobre o sol aqui).


Sirius

Sirius é conhecida como a Estrela do Cão porque está localizada na constelação Canis Major (Cão Maior).

Está a 8,7 anos-luz (1 ano luz é igual a 9.460.000.000 km) da Terra e só podemos vê-la porque é a maior e a mais brilhante no céu.

Sirius é duas vezes maior e vinte vezes mais brilhante do que o Sol, podendo ser vista em qualquer lugar do planeta Terra. É uma estrela binária, o que significa que tem uma companheira - estão juntas pela gravidade. A outra estrela, Sirius B, é também conhecida como “The Pup” (“Filhote de Cachorro”).


Canopus

Canopus (Alpha Carinae) é a estrela mais brilhante ao sul da constelação de Carina.

Acredita-se que seu nome foi dado em homenagem ao comandante da nau que partiu com o exército grego para a batalha em Tróia.

Antes da era espacial, era difícil calcular a distância de Canopus. Originalmente, acreditava-se que estava há 1.200 anos-luz da Terra. Atualmente sabe-se que é a estrela mais poderosa numa área de 700 anos-luz.

Ela é uma estrela supergigante, 15.000 vezes mais brilhante do que o Sol e a segunda mais brilhante no céu. Seu brilho branco-amarelado poderia ser visto mais cintilante se ela não estivesse há 310 anos-luz de distância do nosso Sistema Solar.


Alpha Centauri

Há 4,4 anos-luz de distância, o Alpha Centauri é o sistema estelar mais próximo do nosso Sistema Solar.

É formado por três estrelas, e a Proxima Centauri, a mais próxima da Terra, é a menos brilhante de todas. Alpha Centauri e Beta Centauri são estrelas binárias, separadas por uma distância 23 vezes maior do que a distância entre a Terra e o Sol.

Alpha Centauri, também conhecida como Rigil Kentaurus, é a estrela mais brilhante da constelação de Centaurus e a quarta estrela mais brilhante no céu noturno.

O Alpha Centauri só pode ser visto da Terra no hemisfério Sul.


Arcturus

Arcturus é a estrela mais brilhante no hemisfério Norte. Embora emita 180 vezes mais energia do que o Sol, ela parece somente 110 vezes mais brilhante, pois grande parte da luz que emana é infravermelha e invisível ao olho humano.

Arcturus está a 37 anos-luz de distância de nós e poderia ser uma estrela binária, mas sua companheira é vinte vezes menos brilhante e muito difícil de ser vista.

Arcturus possui o mesmo nome do antigo grego Arktouros, que significa “guardião do urso”, porque é a estrela mais brilhante próxima às Ursas Maior e Menor.

Outras estrelas

Vega está classificada como uma estrela próxima, mas ainda está a 25 anos-luz de distância.

Ao lado de Arcturus e Sirius, é uma das estrelas mais brilhantes do Sistema Solar.

Capella, Rigel e Betelgeuse são, respectivamente, a sexta, a sétima e a décima estrelas mais brilhantes no céu. Mas no hemisfério Norte, Capella é a quarta mais brilhante.

Rigel está há aproximadamente 800 anos-luz de distância da Terra e brilha 40.000 vezes mais do que o Sol! E Betelgeuse, conhecida como gigante vermelho, está localizada na constelação Orion.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Bomba atômica

Uma bomba atômica é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso (uma única bomba é capaz de destruir uma cidade grande inteira). Bombas atômicas só foram usadas duas vezes em guerra, ambas pelos Estados Unidos contra o Japão, todo mundo já sabe, em Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial (consistindo em um dos maiores ataques a uma população civil já ocorridos na história, quase 200 mil mortos). No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.


Teste de bomba nuclear
É interessante observar o som se aproximando. É nítido na imagem. Primeiro se vê a explosão (luz: v=300.000km/s) e depois se ouve o som (som: v=~340m/s).

Foi descrita como a maior arma de destruição letal, criada para fins militares, no fim da Segunda Guerra Mundial, com poder equivalente a vinte mil toneladas de TNT (Tri-Nitro-Tolueno), sendo mil vezes mais potente que qualquer uma das bombas conhecidas naquela época

Muitos confundem o termo genérico "bomba atômica". Por bomba atômica, entende-se um artefato nuclear de utilização militar via meios aéreos. Por ogivas nucleares, entende-se as armas nucleares passíveis de utilização em mísseis. Já os artefatos nucleares não são passíveis de utilização militar, servindo portanto, somente para a realização de testes.

É interessante entender o funcionamento dessas bombas.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Por que a espuma de sabonete e detergente coloridos é branca?

P o s t . n ° 2 0 0 !

Antes de tudo, é preciso entender por que a cor do sabonete não é transferida para a espuma. O sabonete e o detergente, quando concentrados, são coloridos devido à presença de corantes. Para fazer espuma, misturamos o produto concentrado a uma quantidade proporcionalmente muito maior de algum solvente (em geral, água limpa). O resultado é que, nas finas e transparentes paredes de uma bolha de sabão, a presença de corantes é mínima e, portanto, imperceptível aos nossos olhos.

Mas se as paredes de uma bolha são praticamente incolores, porque a espuma - um amontoado de bolhas - é branca e não transparente? A resposta está na forma como nossos olhos enxergam as cores. Quando a luz incide sobre uma bolha, ocorrem dois fenômenos ópticos: a refração e a reflexão. Na refração, uma mudança de velocidade dos raios de luz que atravessam a bolha faz com que a luz branca (a do Sol, no caso) se separe em várias cores. O fenômeno fica mais evidente quando olhamos mais detidamente para uma grande bolha de sabão e vemos aquelas manchas coloridas. Uma pequena parte de luz incidente é refletida e, portanto, não muda de cor (no caso de a fonte ser a luz do Sol, continua branca).

Na espuma, esses dois fenômenos ópticos ocorrem simultaneamente em todas as minúsculas bolhas que a formam. Na nossa retina, camada sensível no fundo do globo ocular, células chamadas cones, sensíveis às cores vermelha, verde e azul (as cores aditivas primárias), informam ao nervo ótico a cor que está sendo vista. Quando as três cores chegam à retina ao mesmo tempo (como no caso da espuma), o que se vê é o branco.
Uma experiência simples comprova esse efeito: observe com uma lente de aumento uma área da tela do monitor do seu computador que tenha a cor branca. Você observará que há nela pontos muito pequenos com essas mesmas três cores sendo emitidas ao mesmo tempo.

É possível mudar a cor da espuma?
Sim, de duas formas. Uma delas é iluminá-la com uma luz colorida, diferente da branca. Outra opção é tingir a solução de água e sabão. No entanto, como a quantidade de água tingida nas paredes das bolhas é muito pequena, o efeito é sutil. Você pode testar, por exemplo, misturando sabão ou detergente com um pouco de café. Nesse caso, a espuma terá uma cor marrom claro, um pouco mais escura que a espuma formada a partir da solução de água cristalina e sabão.




P o s t . n ° 2 0 0 !

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Evolução - A ideia que revolucionou o sentido da vida

A Origem da Vida

Como Charles Darwin desenvolveu e explicou a teoria da evolução

"É bastante concebível que um naturalista, refletindo sobre as afinidades mútuas dos seres orgânicos, suas relações embrionárias, sua distribuição geográfica, sucessão geológica e outros fatos similares, chegasse à conclusão de que cada espécie não fora criada independentemente, mas se originara... de outra espécie." Assim, Charles Darwin (1809-1882) mostrou, na introdução de A Origem das Espécies (1859), o raciocínio que o levou a formular a Teoria da Evolução por meio da seleção natural. Em 2009, se comemora o bicentenário de nascimento do pesquisador inglês e 150 anos de publicação de sua obra, que continua uma das mais importantes obras da história do pensamento humano. Charbel El-Hani, professor de História da Ciência do Instituto de Biologia da UFBA (Bahia) e doutor em Educação, afirma: "Com esse estudo, Darwin inaugurou a Biologia moderna e o evolucionismo passa a ser um conceito central da área". E completa: " A Teoria da Evolução é parte importante do legado cultural da humanidade, pois ela altera o jeito como enxergamos a natureza. E a escola tem o dever de transmitir esse saber a todos os seus alunos.".

A razão é simples. Cientes dessa visão, crianças e jovens conseguem estabelecer relações entre os diversos conteúdos que não resultam numa compreensão ampla do mundo. Em seu livro, cujo custou 28 anos de pesquisa bibliográfica e de campo, Darwin se dispôsa responder a uma das questões que há huito despertava a curiosidade de estudiosos: qual a origem da vida, do homem e da natureza? Baseado em evidências observadas em diversas regiões do globo e apoiado nas ideias de outros pensadores, ele criou uma fronteira na ciência. Seu grande diferencial foi defender que as questões naturais devem ser compreendidas por meio de precessos da natureza, dissociando o pensamento científico do religioso. Um passo e tanto. Na época, a hipótese vigente sobre a origem da vida era a descrita na Bíblia, e mesmo em boa parte da comunidade científica se limitava a explicar a diversidade de espécies como produto da ação de um designer inteligente e divino.

Segundo sua teoria, tanto os organismos vivos como os que encontrou fossilizados se originavam de um único ancestral comum e se transformavam ao longo do tempo. Semelhante a uma bactéria, esse primeiro ser vivo sofreu modificações até gerar toda a variedade de animais e plantas do planeta, seguinto um padrão evolutivo. Assim, o homem deixou de ser visto como um animal especial e mais evoluído para ser encarado como mais um ramo da grande árvore da vida.

"Somos todos seres aparentados e em evolução, e cada população apresenta as características necessárias para se adaptar às condições do ambiente.", diz Diogo Meyer, professor de Biociências da USP.

Clique na imagem para ampliar

O argumento de Darwin era tão irrefutável que o debate sobre a validade da teoria terminou menos de duas décadas após sua divulgação, mesmo batendo de frente com o dogma religioso. Sobre ele, Sigmund Freud (1856-1939), pai da Psicanálise, escreveu: "Ao longo do tempo, a humanidade teve de suportar dois grandes golpes em sua autoestima. O primeiro foi constatar que a Terra não é o centro do Universo. O segundo ocorreu quando a Biologia desmentiu a natureza especial do homem e o relegou à posição de mero descendente animal."

Os conceitos que nortearam a teoria do naturalista
De dezembro de 1831 a outubro de 1836, Darwin viajou em busca de subsídios que o ajudassem a entender a origem da vida. Na aventura, ele colocou em prática todos os passos do processo científico. Um dos pontos que observou foi a existência de espécies próprias em cada região, mas muitas delas, semelhantes, podiam viver em locais distantes. Nesses casos, apresentavam adaptações ao meio. Esse conceito de diversidade foi essencial para formular a teoria. Fósseis que encontrou em toda a América do Sul complementaram a constatação das semelhanças entre as espécies. Porém havia uma nova variável: o tempo. Darwin estabeleceu a relação entre esses fragmentos e os animais vivos. Seria possível que eles fossem parentes extintos? Para ele, essa era uma concepção razoável, mas eram necessários grandes períodos para que ocorressem as transformações capazes de explicar a diversidade de espécies. E isso se chocava com a ideia vigente na época de que a Terra tinha apenas 6 mil anos.

Contrariando esse dogma, o geólogo escocês Charles Lyell (1797-1875) publicou o livro Princípios da Geologia, sustentando que nosso planeta tinha muitos milhões de anos. Darwin leu a primeira edição durante a famosa viagem e refletiu: se isso for verdade, a teoria faz sentido. Nos Andes, ele vivenciou o que Lyell propunha. "Darwin estava cada vez mais convencido de que as alterações nas espécies da região haviam ocorrido muito tempo antes", conta Nelio Bizzo, professor da Faculdade de Educação da USP e autor de livros sobre o inglês. Além de se deparar com fósseis de animais extintos, ele constatou que montanhas se elevavam do nível do mar. Encontrou, assim, o segundo conceito base para sua teoria: o do tempo geológico.A viagem durou ainda mais de um ano e Darwin continuou descobrindo evidências da evolução em diversos locais visitados, mas ainda havia pontos a ser respondidos. Ele sabia que o reconhecimento de um padrão evolutivo não bastava para segurar a teoria científica. Era necessário mostrar como as incontáveis espécies foram modificadas. E esse foi o seu pulo-do-gato.

Há uma grande guerra movendo a natureza
A resposta estava no que o naturalista chamou de seleção natural, algo que ocorreu a ele em 1838, após a leitura de Ensaio sobre a População, obra de 1798 do especialista em economia política Thomas Malthus (1766-1834). Nela, o autor argumenta que o contingente humano pode exceder o suprimento de alimentos e a competição por comida ou espaço controla a expansão das populações. "Darwin projetou esse pensamento para seu trabalho e inferiu que a competição leva à dispersão de traços vantajosos, pois organismos mais adaptados sobrevivem e geram mais descendentes", conta Meyer. Ele usava os elefantes para aclarar esse raciocínio. A capacidade elevada de reprodução do animal - um filhote a cada dois ou três anos por até 50 anos - deixaria o mundo tomado pela espécie. Apesar do potencial, essa população não cresce descontroladamente. Por quê? Não há alimento suficiente para saciar todos. Tendo de competir entre si, só alguns sobrevivem e procriam. No entanto, isso não se dá por acaso. Saem-se melhor os que têm mais capacidade de obter recursos e esses são os que deixam mais filhos, que vão transmitir essa vantagem às futuras gerações. "É um erro pensar que as espécies se adaptam ao ambiente. Os animais adaptados são os que herdaram características que garantem a sobrevivência", diz El-Hani. Um exemplo clássico para explicar isso é o da girafa. O pescoço dela não cresceu, ao longo dos tempos, para alcançar o alimento no alto. O que ocorreu foi a sobrevivência das que tinham o pescoço mais comprido. Com base nesses três conceitos: diversidade, tempo geológico e seleção natural, Darwin conseguiu provar que as populações de seres vivos estão em constante transformação. Ao defender a grandeza de sua teoria em A Origem das Espécies, ele resumiu: "De um início tão simples, infinitas formas, as mais belas e mais maravilhosas, evoluíram e continuam evoluindo".

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Fonte: Revista Nova Escola

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A morte do Sol

Será daqui a 6,5 bilhões de anos. E, quando isso acontecer, a Terra não existirá mais: terá sido consumida numa enorme nuvem incandescente.

O mundo vai acabar daqui a 5 bilhões de anos. De que forma? O Sol engolirá a Terra. O processo será lento. Segundo as previsões dos especialistas, a estrela que rege nosso sistema planetário entrará pouco a pouco na última fase de sua vida - uma espécie de terceira idade estelar, ou, como definem os astrônomos, a fase das gigantes vermelhas - antes de apagar. Antes desse processo de envelhecimento, no entanto, o Sol passará por grandes transformações. Primeiro, ele vai se expandir e seu raio chegará à órbita de Marte, sufocando Mercúrio, Vênus e a Terra. O calor será tão intenso que inviabilizará a vida no nosso planeta.

A radiação solar será avassaladora, e as temperaturas na superfície terrestre alcançarão a marca de 700 graus Celsius. O núcleo solar vai virar uma fornalha infernal, com temperaturas de até 100 milhões de graus Celsius. Depois, ele começará a perder massa na forma de violentos ventos. O hidrogênio, até então seu elemento principal, vai se esgotar. E as reações termonucleares que fervilham no centro da estrela vão cessar. Por fim, o Sol começará a perder calor. O fim de sua vida então estará próximo: ele se tornará uma estrela fria, ou anã branca, como dizem os astrônomos. Seu núcleo terá apenas metade da massa que tem atualmente. E o raio, que hoje é de 700 mil km, cairá para ínfimos 12 mil km.

Segundo especialistas, o Sol vai morrer pacificamente, aos poucos, daqui a uns 6,5 bilhões de anos - cerca de 1,5 bilhão de anos depois da extinção da Terra.

Ele é a estrela de nosso sistema, exerce fantástica influência sobre os planetas à sua volta e, o mais importante, sua radiação derreteu as camadas de gelo que cobriam a Terra, o que, há cerca de 3 bilhões de anos, deu o pontapé inicial para que a vida começasse a pulular pelos oceanos. Sem o Sol, nenhuma forma de vida teria vingado na Terra. E, como é a estrela mais próxima da Terra (em média, 150 milhões de quilômetros nos separam), entender os fenômenos que regem seu comportamento constitui a base de todo o edifício do conhecimento da evolução estelar.

O SOL EM CAMADAS

As regiões mais externas do Sol - fotosfera, cromosfera e coroa - são as que emitem a radiação que chega até nós. E na superfície da estrela estão os fenômenos que demonstram sua intensa atividade.

1 - Protuberância - Arco de gás de temperatura relativamente baixa (dezenas de milhares de graus) que se afasta da coroa solar e pode alcançar dimensões de centenas de milhares de quilômetros.

2 - Erupções solares - São violentíssimas explosões que liberam gigantescas quantidades de energia, com cerca de 1026 Watts de potência, em apenas alguns minutos. Ao mesmo tempo, observam-se emissões de ondas de rádio, raios X e ultravioleta. Devido às altas velocidades, a matéria proveniente das explosões solares acaba se sobrepondo aos ventos solares e provocam na Terra fenômenos como as auroras polares e tempestades magnéticas. Estas tempestades são perigosas e podem afetar satélites de comunicação e linhas de transmissão elétrica na Terra.

3 - Coroa - É a camada mais externa do Sol e corresponde ao halo de luz branca que surge em torno da estrela durante um eclipse total. Muito da luz da coroa origina-se na própria fotosfera. A coroa situa-se acima da cromosfera e sua extensão abrange de cerca de 2.500 km acima da superfície solar até vários milhares de quilômetros além da estrela. Nela, as temperaturas podem atingir valores de até 3 milhões de graus Celsius, tão elevadas que também produzem radiação ultravioleta e raios X.

4 - Cromosfera - Seu nome tem origem na palavra grega chroma (cor). Localizada logo acima da fotosfera, esta camada tem cerca de 10 mil km de espessura e a temperatura varia entre cerca de 4.500 graus Celsius, na parte interior, e 100 mil graus Celsius na região exterior. O que caracteriza a cromosfera é o fato de que suas temperaturas são tão altas que chegam a produzir radiação ultravioleta e raios X.

5 - Ventos solares - Perda de massa do Sol de um fluxo contínuo de partículas. Na atual fase de vida do Sol, no entanto, essa perda é tão baixa que não influencia seu estágio de vida atual. Os ventos e explosões solares fustigam o espaço interplanetário com velocidades de até 450 km/s. Quatro dias após saírem da estrela, chegam à Terra. Na passagem pelo sistema solar, carregam gases evaporados dos planetas, fina poeira meteorítica e raios cósmicos de origem galáctica. Na Terra, provocam distúrbios que afetam a magnetosfera do planeta.

6 - Manchas solares - Foram observadas pela primeira vez por Galileu Galilei em 1611. São áreas escuras e frias da fotosfera, com cerca de 4 mil graus Celsius de temperatura. Estão relacionadas a violentas modificações do campo magnético do Sol. O diâmetro das manchas pode alcançar dezenas de milhares de quilômetros. Muito maiores que o da Terra, de 12.700 km. A quantidade de manchas varia de acordo com o ciclo de atividade solar, que é de aproximadamente 11 anos. Nesse período, ocorre um fenômeno ainda misterioso para os cientistas: o da troca de polaridade do campo magnético da estrela.

7 - Manchas granulares - Pequenas manchas, de cerca de 1.000 km de diâmetro, provocadas pelas correntes ascendentes de gás, como se ele estivesse em ebulição.

8 - Fotosfera - A fotosfera (do grego photos, luz) é a camada que vemos da Terra. É a porção mais interna da atmosfera solar. Praticamente toda a luz do Sol é emitida por esta fina camada de cerca de 500 km de espessura. Nela, nada penetra e representa o que os astrônomos chamam de superfície do Sol. A temperatura da fotosfera varia de cerca de 6.400 graus Celsius na sua parte mais interior, para cerca de 4.500, na região externa. A temperatura média da fotosfera é da ordem de 5.770 graus Celsius e é a que os cientistas definem como a temperatura superficial do Sol.

O Sol, como todas as outras bilhões de estrelas do universo, também teve uma origem e terá um fim.

O conhecimento sobre o que acontece na estrela ganhou novo impulso a partir de 1996, quando o satélite de exploração Soho (Solar and Heliospheric Observatory, ou observatório solar e heliosférico) entrou em ação. O Soho, colocado em um ponto a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, onde as forças gravitacionais do planeta e do Sol se equivalem e se anulam, carrega instrumentos que investigam as regiões solares em busca de respostas às principais indagações que intrigam os astrônomos. Por exemplo: por que a coroa solar é tão aquecida? O que origina os furiosos ventos solares, fluxo de partículas que varrem o espaço planetário? Até que ponto se estende sua influência sobre a Terra? Onde nasce a violenta atividade magnética que perturba o sistema de comunicações no planeta? Um dos resultados: em outubro, o Soho registrou imagens de gigantescas quantidades de massa sendo ejetadas da coroa solar, à estonteante velocidade de 650 mil km/h. As revelações estão permitindo aos astrônomos analisar os sofisticados processos físicos que mantêm a estrela brilhando há bilhões de anos. Muitas dessas observações confirmam as teorias desenvolvidas no início do século. Outras, no entanto, trazem mais dúvidas, como os misteriosos neutrinos, partículas quase sem massa que ignoram a matéria comum.

NUVEM DE HIDROGÊNIO


Gigantescas quantidades de massa sendo
ejetadas da coroa solar a 650 mil km/h

Os cálculos indicam que o Sol se formou há 4,55 bilhões de anos, a partir de uma nuvem primordial de hidrogênio, o elemento mais comum no espaço interestelar. Essa nuvem foi se contraindo cada vez mais e, ao mesmo tempo, girando em torno de si, até criar um movimento de rotação. O processo acelerou ainda mais sua contração, fazendo com que a temperatura disparasse. Quando a temperatura na estrela em formação chegou a 2 milhões de graus Celsius, iniciou-se o processo de ignição nuclear. Começaram a ocorrer reações termonucleares, durante as quais o hidrogênio foi sendo consumido - ou queimado, como dizem os astrônomos -, produzindo hélio. A nuvem de hidrogênio se transformou numa protoestrela e começou a produzir energia, na forma de luz e calor, e a se expandir. O Sol estava criado.

Ao longo de bilhões de anos, o novo objeto celeste evoluiu e alcançou seu estágio atual, de uma estrela jovem e estável. Ele está, portanto, quase na metade de sua vida, e seus elementos constituintes principais são o hidrogênio (74%) e o hélio (25%).

O Sol não tem um comportamento calmo e uniforme. Tudo nele se manifesta com extraordinária violência e intensa atividade. Erupções e explosões espetaculares, turbulências e complexos processos magnéticos agitam incessantemente sua superfície e atmosfera. Seu núcleo, porém, que representa cerca de 25% do diâmetro de 1,4 milhão de quilômetros, é uma região especial. No turbulento caldeirão central, a densidade é maior que a encontrada em qualquer metal conhecido. O gás, no coração da estrela, é tão comprimido que supera os 150 mil kg por m3, cerca de 150 vezes a densidade da água. As temperaturas são fantásticas: estão na ordem de 15,6 milhões de graus Celsius. É essa fornalha que mantém a matéria sempre gasosa.

Do interior do núcleo até as camadas mais externas, a energia é transmitida de duas formas: primeiro, por radiação. Depois, por um movimento de convecção, com um sobe-desce de matéria quente e fria. É justamente essa energia, gerada no núcleo solar, que aquece a Terra. O caminho até aqui, no entanto, é longo, demorado e tortuoso. Isso porque os fótons, pequenos pacotes de energia que, na verdade, são partículas de luz, produzidos pelas reações termonucleares no caldeirão do centro solar, não saem direto para a periferia da estrela. Primeiro, eles são absorvidos pela matéria no interior gasoso do Sol, e se desviam, fazendo um zigue-zague quase interminável. Só depois, então, seguem caminho, ganhando o espaço interplanetário.

POR QUE NÃO EXPLODE?

Uma das questões que intriga os cientistas é saber por que o Sol, com todas as características de uma usina nuclear, não explode? O que faz dele, essa bomba gigantesca que, apesar de estar em constante ebulição, um corpo equilibrado? O Sol só explodiria se a taxa de reações nucleares nas regiões centrais de seu corpo aumentasse drasticamente, o que provocaria um aumento dramático da temperatura, e se não houvesse uma expansão da estrela. Porém, como conseqüência direta do aumento de temperatura, o Sol se expandiria. Mas essa expansão, então, provocaria a diminuição da temperatura, o que implica uma necessária redução das reações nucleares para os níveis originais. Resultado: volta à estabilidade anterior. Outra causa possível de explosão: se as taxas de reações nucleares diminuíssem abruptamente. Nesse caso, as regiões centrais do Sol se contrairiam e, como conseqüência, a temperatura aumentaria novamente, o que elevaria as reações nucleares aos seus níveis iniciais. De novo, o astro controla suas próprias forças, evitando a explosão. Conclusão: tanto em uma situação como em outra, o Sol busca seu equilíbrio. Felizmente, pois essa estabilidade deverá durar ainda vários bilhões de anos.


Neutrinos e fótons: trajetórias diferentes para
escapar do núcleo solar

Quando se abandona o núcleo da estrela para estudar sua superfície, nota-se que tanto a temperatura como a densidade diminuem de forma quase uniforme. A cerca de um quarto da distância entre as duas regiões, a temperatura cai para cerca de 8 milhões de graus Celsius. Essa queda reduz a taxa de produção de energia para índices muito baixos, quase zero se comparados com a energia total produzida no núcleo do Sol. O que indica que praticamente nenhuma energia é produzida em regiões externas a 25% do raio solar. Na superfície, inclusive, a quantidade de hidrogênio é bem maior do que no centro da estrela: 71% contra 34% - o que significa que quantidades colossais do gás já foram consumidas como combustível.

MASSA FRIA E SEM LUZ

Mas ainda existe muito hidrogênio para queimar durante uns 5 bilhões de anos. Quando o gás começar a acabar, aí sim, a região central, que só terá átomos de hélio, passará a se contrair. Então, o envelope convectivo, como os astrônomos chamam a parte externa ao núcleo solar, se expandirá terrivelmente. E será o princípio do fim. "Neste momento, o Sol passará a atingir outra fase de sua evolução, a de gigante vermelha. Seu raio aumentará até a órbita de Marte, engolindo Mercúrio, Vênus - e a Terra. Depois desta fase de gigante vermelha, o Sol se tornará uma anã branca. Então, ele cessará de brilhar e será apenas uma massa fria, inerte e sem luz. A esta altura, o mundo, como o conhecemos, já terá acabado.

  • Fonte: Galileu

segunda-feira, 22 de junho de 2009

It's comming

06/07/2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Puishx

sábado, 16 de maio de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ronaldo. Simples, único, artilheiro

Como eu imaginei, e acabei acertando, Ronaldo, o qual o único adjetivo plausível é Ronaldo, fez seu primeiro gol com a camisa do Corinthians de cabeça, em cima do seu maior rival. E assim segue. Cobrado pela crítica, e fazendo seu trabalho: Gols. Segue à risca o que diz no manual de atacante, o qual desconfio ter sido escrito por ele mesmo. (\o/) Conquistou seu 19° título desde que começou a jogar futebol. Foi o 26° título paulista do Corinthians.

Ronaldo, absoluto.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ignorância...

o.O"

Corinthians, absoluto

Todo poderoso Timão.
"Não há joelho na face da Terra que não se dobrará diante Dele."

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Diferenças #4

Certa noite uma mulher não voltou para casa...
No dia seguinte, ela disse ao marido que tinha dormido na casa de uma amiga.
Desconfiado, o homem telefonou para as 10 melhores amigas da mulher, e... Nenhuma sabia de nada...
Moral da História: Ô RAÇA DESUNIDA...
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Certa noite um homem não voltou para casa...
No dia seguinte, ele disse a esposa que tinha dormido na casa de um amigo.
Desconfiada, a mulher telefonou para os 10 melhores amigos do marido e... Oito deles confirmaram que ele tinha passado a noite na casa deles e dois disseram que ele ainda estava lá!!!!
Moral da História: Ô RAÇA F.D.P !!!

Radiografia do Rogério Ceni

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domingo, 19 de abril de 2009

Ronaldo marca, Timão vence o Tricolor, e Paulistão terá final inédita

Corinthians vai decidir o Paulistão com o Santos. Os dois times já disputaram títulos estaduais, mas em campeonatos de pontos corridos

O Corinthians está na final do Paulistão 2009. Em uma ótima atuação no segundo tempo, o Timão atropelou o São Paulo, fez 2 a 0, em apenas dois minutos, e vai decidir o título contra o Santos, que desbancou o Palmeiras. Ronaldo participou dos dois gols. No segundo, balançou as redes em uma arrancada típica de Fenômeno.

Pela primeira vez, Santos e Corinthians farão uma final de Paulistão. As duas equipes já disputaram o título estadual - a última foi em 1984 - mas sempre em campeonatos de pontos corridos, quando chegaram à última rodada brigando pela taça. Final mesmo, será a primeira. O Timão, por ter melhor campanha, joga por dois empates. Os dois confrontos serão dos dois próximos domingos, os locais serão definidos nesta segunda-feira, em reunião da Federação Paulista de Futebol.

O Jogo

O muro tricolor começou a ruir. Aos 10, uma jogada rápida e mortal. Douglas pegou o rebote no campo de defesa corintiano e jogou para Ronaldo, que prontamente acertou boa virada de jogo para Jorge Henrique. O atacante chutou forte e acetou a trave. No rebote, Douglas, que vinha acompanhando a jogada, apenas empurrou para as redes.

Atordoado, o São Paulo viu o adversário ampliar logo em seguida. Cristian acertou um lindo lançamento para Ronaldo, que ganhou na corrida de Rodrigo, numa arrancada típica de Fenômeno, e tocou na saída de Bosco. Lembrou o Ronaldo dos tempos de Barcelona.

O São Paulo, depois do segundo gol, desistiu do jogo. Tentou se lançar para o ataque, mas sem acertar passes. Já o Corinthians, teve espaço para marcar mais, só que abusou ao tentar ficar trocando passes dentro da área adversária.

Aos 38, Rodrigo acertou carrinho em Dentinho e, como já havia sido advertido com o cartão amarelo, acabou levando o vermelho.

Gols


E assim, o Timão avança para a final, onde vai enfrentar o Santos. Pra cima Timão!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Gambiarras da vida

A criatividade humana não tem limites meeesmo...

terça-feira, 14 de abril de 2009

A arte de decifrar placas #25

Alguém aqui já usou "sabão bronzeador"? Última moda!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Japonês?

Será japonês, ou a vontade do[a] dono[a]?

domingo, 12 de abril de 2009

47 minutos e 42 segundos

Se não for na raça, não é Corinthians.

-Vitória sofrida, merecida e bem ao estilo Corinthians, sobre o São Paulo. Foi o primeiro passo para a final do campeonato Paulista 2009.